O Rio Jaguaribe é um dos rios cearenses contaminado com agrotóxicos utilizados como inseticidas em residências e no combate à dengue — com o chamado fumacê.
No organismo de animais que vivem no rio Jaguaribe também foi encontrada a presença de substâncias tóxicas. As conclusões são de estudos realizados por pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A análise apontou a presença de substâncias utilizadas no combate a pragas urbanas que são tóxicas para organismos marinhos e de estuário. Essa realidade pode ser apenas a “ponta do iceberg” pelo alto índice de utilização dessas substâncias no Brasil sem que o destino dos resíduos delas seja devidamente monitorado.
Além do Jaguaribe, os rios Ceará e Cocó também consta as substâncias tóxicas. Conforme explica o doutor Rivelino Cavalcante, professor do Labomar, elas chegam ao ambiente aquático por meio de resíduos sólidos e líquidos. Entre as substâncias encontradas, a cipermetrina estava em maior quantidade. Em seguida, aparecem deltametrina, permetrina e malationa.
POR ONDE PASSAM OS RIOS
Maior rio do Ceará, o Rio Jaguaribe nasce no morro da Lagoa Seca, nos limites entre os municípios de Tauá, Pedra Branca e Independência. Com cerca de 633 km de extensão, ele desagua na divisa dos municípios de Aracati e Fortim.
Já o Rio Cocó nasce na Serra da Aratanha. Em seus 50 km de percurso, passa por Pacatuba, Maracanaú e Fortaleza até desaguar no Oceano Atlântico, nos limites das praias do Caça e Pesca e Sabiaguaba. Ele faz parte da bacia dos rios do litoral leste cearense, que tem área de aproximadamente 485 km².
O Rio Ceará, por sua vez, tem 60 km de extensão. Ele nasce na Serra de Maranguape e tem sua foz na Barra do Ceará, na Capital. Nesse local, onde ocorre o encontro do rio com o mar, foi estabelecida a Área de Proteção Ambiental (APA) do Estuário do Rio Ceará, que tem uma área de 27,4 km² e está localizada na divisa dos municípios de Fortaleza e Caucaia.





























