A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD) abriu investigações administrativas contra 20 policiais (sendo 10 penais, nove militares e um civil), que foram publicadas em portarias no Diário Oficial do Estado (DOE) da última terça-feira (2) e quarta-feira (3).
Conforme o Diário do Nordeste, os servidores investigados são suspeitos de cometer crimes como estupro de vulnerável, ameaças, disparos em via pública, descumprir ordens superiores, provocar acidente de trânsito e colaborar com uma tentativa de fuga de presos.
A CGD instaurou conselho de disciplina para apurar a incapacidade de um sargento da Polícia Militar do Ceará (PMCE) de permanecer na Corporação. O homem, de identidade não divulgada a fim da reportagem preservar o nome da vítima, supostamente estuprou uma menina de 11 anos, em Canindé.
A vítima conta que sofre abuso sexual por parte do agente desde que tinha seis anos, “quando a família viajava para visitar parentes em Canindé”. O processo criminal tramita em segredo de Justiça.
Já os supostos delitos cometidos pelos 10 policiais penais têm ligação direta com o trabalho ou com a ausência do serviço.
Três policiais penais irão responder a uma Sindicância Administrativa por descumprirem a ordem do diretor da Unidade Prisional Itaitinga 3 e se negarem a fazer vistoria no presídio, sem a presença da direção e do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), no dia 3 de setembro de 2024.
Dois policiais penais são suspeitos de descumprirem normas legais e agirem de “maneira desidiosa”, em uma tentativa de fuga de presos, na Unidade Prisional Itaitinga 4, no dia 10 de novembro do ano passado.
Outros dois policiais penais são investigados administrativa por estarem afastados do trabalho por licença médica, mas atuarem normalmente no ramo empresarial, em Fortaleza e Sobral.
E o último agente penitenciário é suspeito de abandono de posto, na UP Itaitinga 4. Conforme o documento, o policial “saiu às 07h30, sem a devida autorização e, dessa forma, as atividades de entrega de alimentação e retirada de internos ficaram comprometidas“.





























